Resenha do Artigo: “Virtual Reality as Therapy”

Enviado por felipebonetti2001 em Ter, 02/06/2026 - 18:18

Resenha de Artigo: Virtual Reality as Therapy”, de autoria de Gregory Mone.

por Yan Stivaletti E Souza, em 02 de junho de 2026.

O estudo da mente é um tema recorrente ao longo da humanidade. Aliado a isto, o desenvolvimento de tecnologias interativas, capazes de facilitar aspectos sociais, tornou-se cada vez mais comum. O artigo “Virtual Reality as Therapy”, escrito por Gregory Mone, descreve o uso de tecnologias de realidade virtual (RV) para ajudar crianças e adolescentes nas sessões de terapia, incentivando os mesmos a realizarem exercícios terapêuticos que ajudam esses pacientes com sua condição.

O estudo de Gregory contempla a criação de jogos como o
 Fruity-Feet, especializado para reabilitação pediátrica. Situado em uma fazenda, o jogo visa esmagar frutas digitais em um determinado período. Gregory também cita um caso específico, de uma garota que teve uma melhora em desempenho e comportamento ao usar o aparelho RV, descobrindo correlações em estudos realizados com outros pacientes.

No artigo, é relatado também que outras tecnologias, além de RV, são utilizadas para tratar pacientes com diversas fobias, transtornos de estresse pós-traumático e uma variedade de lesões musculoesqueléticas. Porém, é ressaltado que utilizar estes aparelhos modernos é custoso, dado o alto preço no mercado, dificultando o uso em massa dos métodos. Não obstante, Gregory ressalta que o ponto forte desta ideia é a união de tecnologias em aprimoramento exponencial aos diversos estudiosos e pesquisadores, gerando um número incrível de potenciais para novos tratamentos.

Buscando trabalhos correlatos, o autor notou que sua ideia não era inovadora, muito pelo contrário, a ideia de utilizar aparelhos de realidade virtual para tratamento de pacientes foi proposta inicialmente no ano 1995, por Barbara Rothbaum, da Universidade de Emory. A autora ajuda de forma eficaz vários pacientes a enfrentarem seus medos, utilizando nada menos que um método chamado de terapia de exposição. Por mais que o tratamento seja eficaz, o alto custo de aparelhos de RV impossibilitam sua escalabilidade, ajudando apenas uma pequena parcela de pessoas com seu tratamento. No entanto, o artigo explica as vantagens do método, como controle do terapeuta sobre as condições que o paciente é exposto e também a alta taxa de melhora, com tratamentos que duraram menos de um ano. Para pacientes com estresse pós-traumático, a tecnologia é capaz de recriar os traumas sofridos pelos pacientes, facilitando o entendimento e análise do terapeuta.

Ao considerar outros tipos de traumas e fobias, Gregory explica que a gamificação do tratamento, ou seja, ajudar o paciente por meio da metodologia dos videogames, é uma alternativa. O autor cita um caso no qual o paciente tinha medo de se mover devido a sua dor nas costas e o uso de jogos que motivaram o indivíduo a se mover teve um impacto positivo  no seu medo. O artigo também evidencia que uma grande parte da pesquisa de jogos em terapia é voltada para reabilitação física do paciente.


No final do artigo, o autor explica a versatilidade dos pesquisadores com as tecnologias disponíveis, focando em diversos softwares como o Meta, Apple e Vive, além de outras companhias. A preocupação com qualidade de gráficos e desempenho do aparelho tecnológico não é um fator que afeta os dados do estudo, a pesquisa de Rothbaum mostra que até os gráficos mais cartunescos conseguem gerar um impacto semelhante na melhora do paciente àqueles de alta resolução. No final do artigo, Gregory evidencia seu ânimo com a pesquisa, mostrando que as tecnologias mais importantes continuam por vir, como aparelhos que capturam a respiração e medem informações biológicas do usuário.

A pesquisa de Gregory Mone é importante para ressaltar que a humanidade consegue caminhar aliada ao desenvolvimento tecnológico, utilizando aparelhos diversos para decifrar a complexa mente humana. Porém, o alto custo de fabricação dos aparelhos de RV não possibilita um olhar mais geral sobre a verdadeira complexidade da mente humana, sendo estudada apenas em um número pequeno de pacientes que têm condições de testar tais pesquisas. Talvez, em um mundo utópico ou apenas muito distante, tais estudos consigam abranger inúmeras mentes de diversos pensamentos e contradições. Ou talvez, com o avanço dos estudos da condição humana, possa-se parametrizar estudos complexos que abrangem áreas da psicologia e psicanálise, dando formas concretas a noções como o inconsciente, o ego e o subconsciente.